Israel mantém ataques no Líbano após rejeição de cessar-fogo
Negociações de trégua fracassam após Hezbollah rejeitar termos dos EUA, enquanto novos ataques e ordens de evacuação agravam a crise humanitária.
Pontos principais
- Israel ordenou a evacuação de nove vilarejos no sul do Líbano, forçando o deslocamento de milhares de civis.
- O Hezbollah rejeitou a proposta de cessar-fogo mediada pelos EUA, classificando os termos como uma rendição virtual.
- Ataques aéreos recentes em Tiro e outras localidades resultaram em pelo menos 13 mortes confirmadas nos últimos dias.
- O conflito já acumula mais de 3.500 mortes e um milhão de deslocados no Líbano desde março.
O Exército de Israel intensificou suas operações militares no sul do Líbano, emitindo ordens de evacuação para nove vilarejos antes de realizar novos ataques aéreos. A ofensiva, que resultou em seis mortes na última sexta-feira e se soma a bombardeios anteriores em Tiro, ocorre em um momento de impasse diplomático após o Hezbollah rejeitar formalmente a proposta de trégua apresentada pelos Estados Unidos. O grupo militante mantém a exigência de retirada total das tropas israelenses como condição para qualquer acordo, classificando as exigências atuais como inaceitáveis.
A escalada da violência tem gerado um fluxo intenso de deslocados em direção a cidades como Sidon, com estradas congestionadas por famílias em busca de refúgio. O vilarejo de Anqoun, que servia de abrigo para cerca de 2.500 pessoas previamente deslocadas, foi um dos locais impactados pelas novas ordens de saída. Enquanto Israel justifica as operações como necessárias para neutralizar posições do grupo ao norte do rio Litani, a falta de consenso entre as partes inviabiliza a estabilidade da região e agrava a crise humanitária, que já contabiliza mais de 3.500 óbitos e um milhão de pessoas forçadas a abandonar suas casas desde março.
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