Governo de Nova Gales do Sul recorre de indenização por revista ilegal
Estado contesta decisão judicial que concedeu 93 mil dólares a mulher revistada ilegalmente pela polícia em festival de música.
Pontos principais
- Raya Meredith foi indenizada após ser submetida a uma revista íntima considerada ilegal pela Justiça.
- O caso faz parte de uma ação coletiva que abrange 6 mil frequentadores de festivais entre 2018 e 2022.
- O governo de Nova Gales do Sul busca permissão no Tribunal de Apelações para reverter a condenação.
- A vítima relatou receio de ser desacreditada pelos policiais durante o processo judicial.
O governo de Nova Gales do Sul, na Austrália, entrou com um recurso no Tribunal de Apelações para contestar uma decisão judicial que concedeu 93 mil dólares em indenização a Raya Meredith. A mulher foi submetida a uma revista íntima considerada ilegal por policiais durante um festival de música. O caso é um desdobramento de uma ação coletiva mais ampla, que questiona a legalidade das abordagens policiais realizadas em eventos musicais entre 2018 e 2022, envolvendo cerca de 6 mil pessoas. Durante o julgamento, Meredith afirmou que temia ser desacreditada pelos agentes, que alegaram não se lembrar do incidente específico. A disputa jurídica é vista como um marco para a fiscalização das práticas de segurança pública em eventos de grande porte, colocando em xeque os protocolos de abordagem policial e a proteção dos direitos individuais dos cidadãos em festivais.
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