China quer usar tibetologia para moldar percepção global sobre a região
Governo chinês orienta acadêmicos a fortalecer a narrativa estatal sobre o Tibete para influenciar o discurso internacional.
Pontos principais
- Li Ganjie, alto funcionário do Partido Comunista, defendeu o uso da tibetologia na estratégia de comunicação externa da China.
- A diretriz foi apresentada durante o 40º aniversário do Centro de Pesquisa de Tibetologia da China.
- Pesquisadores foram instruídos a adotar métodos inovadores para moldar a visão global sobre a região.
- Todo trabalho acadêmico deve manter fidelidade estrita à ideologia oficial do Partido Comunista.
O governo chinês intensificou suas diretrizes para a produção acadêmica sobre o Tibete, exigindo que pesquisadores utilizem a tibetologia como uma ferramenta estratégica para influenciar a opinião pública global. Durante as celebrações do 40º aniversário do Centro de Pesquisa de Tibetologia da China, o alto funcionário do Partido Comunista, Li Ganjie, destacou que a produção intelectual deve ser mais assertiva e criativa para combater narrativas externas. A orientação reforça que qualquer estudo deve permanecer rigorosamente alinhado à ideologia oficial do Estado.
A iniciativa reflete a preocupação de Pequim com o cenário internacional, descrito por Li como volátil. Ao promover uma abordagem mais coordenada entre a academia e a comunicação estatal, a China busca consolidar sua soberania discursiva sobre a região, garantindo que a percepção internacional sobre o Tibete reflita os interesses e a estabilidade política defendidos pelo Partido Comunista.
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