China planeja usar algoritmos de IA para influenciar narrativa sobre Tibete
Especialistas sugerem que a China utilize algoritmos de IA para melhorar sua imagem internacional e controlar a percepção global sobre o Tibete.
Pontos principais
- A proposta foi apresentada por Zachary Lundquist, profissional ligado ao grupo estatal chinês CICG.
- A estratégia defende a adaptação aos algoritmos ocidentais em vez de combatê-los.
- O debate sobre a nova abordagem de comunicação ocorreu em Lhasa, capital da região autônoma do Tibete.
- O uso de IA é considerado uma ferramenta estratégica para vencer a disputa de narrativas no cenário global.
Especialistas ligados ao grupo estatal chinês CICG propuseram uma mudança na estratégia de comunicação internacional da China, focada no uso de algoritmos de inteligência artificial para moldar a percepção global sobre o Tibete. Durante um debate realizado em Lhasa, o profissional de mídia Zachary Lundquist defendeu que o país deve parar de tentar combater os algoritmos ocidentais e passar a utilizá-los a seu favor. A iniciativa visa otimizar a presença digital chinesa em plataformas globais, buscando neutralizar críticas e promover uma narrativa favorável sobre questões sensíveis. A adoção dessas tecnologias é vista por analistas como um movimento essencial para que Pequim consiga competir na chamada guerra de palavras, utilizando ferramentas de machine learning para ampliar seu alcance e influência na opinião pública internacional.
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