Criptomoeda acumula perdas pressionada por tensões geopolíticas, juros altos nos EUA, saídas recordes de ETFs e migração de capital para IA.
O mercado de criptoativos enfrenta instabilidade, com o bitcoin registrando sua maior sequência de perdas diárias desde agosto e sua pior semana desde fevereiro. A desvalorização, que levou o ativo à casa dos US$ 63 mil, é impulsionada por um cenário de aversão ao risco global, agravado pela ausência de avanços nas negociações de paz no Oriente Médio e por sanções americanas contra corretoras ligadas ao Irã. Paralelamente, dados econômicos resilientes nos Estados Unidos reforçam a expectativa de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve, desencorajando investimentos em ativos de risco.
A pressão vendedora é amplificada pela saída recorde de US$ 4,4 bilhões de ETFs de bitcoin nas últimas 13 sessões e por vendas corporativas de tokens, como as realizadas pela Strategy. Analistas observam que o bitcoin tem perdido sua correlação histórica com a proteção contra inflação, cedendo espaço para o fluxo de capital em direção a ações de tecnologia e semicondutores ligados à inteligência artificial. Além disso, a estagnação de pautas regulatórias no Congresso americano, como o Clarity Act, contribui para a perda de força da narrativa do setor, enquanto o ether acompanha a tendência negativa, atingindo seu menor patamar desde abril de 2025.
Times Brasil • 4 jun, 22:30
InfoMoney • 4 jun, 16:48
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