Bitcoin registra pior desempenho do mercado no primeiro semestre de 2026
O Bitcoin acumula queda acentuada no semestre, pressionado pela política monetária do Fed, saída de capital e incertezas regulatórias globais.
Pontos principais
- O Bitcoin encerrou o primeiro semestre de 2026 com desvalorização entre 22% e 34%, o pior desempenho desde 2018.
- A política monetária restritiva do Federal Reserve e tensões geopolíticas reduziram a liquidez global para ativos de risco.
- Investidores institucionais realocaram recursos de ETFs de Bitcoin para setores de tecnologia e inteligência artificial.
- O cenário regulatório incerto e o encerramento das operações da exchange NovaDAX no Brasil impactam o sentimento do mercado local.
- Empresas como a brasileira OranjeBTC mantêm estratégias de tesouraria em Bitcoin, apesar da volatilidade e da crise de confiança na Strategy.
O Bitcoin consolidou-se como um dos ativos de pior desempenho no primeiro semestre de 2026, com quedas acumuladas que variam conforme a fonte de análise, mas que marcam o pior início de ano desde 2018. O cenário de baixa é reflexo direto da política monetária restritiva conduzida por Kevin Warsh no Federal Reserve, que, somada a tensões geopolíticas, restringiu a liquidez global. O mercado observou uma migração significativa de capital institucional, com investidores retirando recursos de ETFs para priorizar ações de semicondutores e inteligência artificial. No Brasil, o setor também enfrenta ajustes, com o encerramento das operações da exchange NovaDAX, enquanto outras empresas, como a OranjeBTC, reforçam suas reservas em Bitcoin. Analistas da Grayscale indicam que a recuperação no segundo semestre dependerá da evolução de projetos de lei regulatórios e de novos sinais sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos.
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