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EUA ampliam tarifas sobre produtos brasileiros citando questões ambientais e trabalhistas

Governo americano impõe novas taxas ao Brasil, alegando falhas no combate ao desmatamento e ao trabalho forçado, intensificando a crise diplomática.

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Foto: G1 - Economia
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03/06 às 00:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • EUA impuseram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros devido ao histórico de desmatamento e falhas na Moratória da Soja.
  • Nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada pelo USTR, citando a presença de pecuaristas na 'Lista Suja' de trabalho escravo.
  • O governo Lula atribui o desgaste econômico à gestão anterior, enquanto a oposição busca intervir diretamente junto à administração Trump.
  • Tensões diplomáticas escalam com a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA.

O governo dos Estados Unidos oficializou a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, fundamentando a decisão em um relatório do Escritório do Representante Comercial (USTR) que aponta retrocessos ambientais ocorridos durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento destaca o pico de desmatamento de 2021 e a saída de empresas da Moratória da Soja como fatores críticos. Paralelamente, o USTR propôs uma tarifa adicional de 12,5%, justificando a medida pela presença de pecuaristas brasileiros na 'Lista Suja' de trabalho escravo, em uma estratégia que abrange 60 economias globais sob o pretexto de combater o trabalho forçado.

A escalada comercial gerou uma disputa política interna intensa. Enquanto o governo Lula associa o impacto econômico à gestão anterior e critica a atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, solicitando a suspensão das sanções. O cenário de tensões diplomáticas é agravado pela recente classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA e por investigações americanas sobre práticas de comércio digital, complicando ainda mais a relação bilateral sob a administração de Donald Trump.

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