Artur Gomes da Silva Neto, acusado de liderar esquema de fraude tributária bilionária, responderá ao processo com medidas cautelares.
A Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória a Artur Gomes da Silva Neto, apontado como o articulador central de um esquema de fraude tributária investigado pela Operação Ícaro. O ex-auditor fiscal, que estava detido preventivamente desde agosto de 2025, deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de frequentar órgãos da fazenda pública. O caso, que envolve suspeitas de pagamentos de propinas superiores a R$ 1 bilhão, atingiu grandes varejistas como Ultrafarma e Fast Shop. Enquanto algumas companhias optaram por acordos de não persecução penal para encerrar suas participações no processo, o Ministério Público segue com novas frentes de investigação, apurando o possível envolvimento de outras redes, como o Grupo Nós, a Kalunga e a Autostar, na estrutura do esquema de sonegação de ICMS.
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