O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, classificou como inédita a decisão do secretário de Estado americano, Marco Rubio, de excluir o Brasil da lista de aliados dos EUA na América Latina. A medida equipara o país a nações como Cuba e Venezuela, marcando um ponto de inflexão nas relações bilaterais que perduram há mais de dois séculos. O movimento ocorre em um cenário de crescente tensão, acompanhado pela proposta da administração Trump de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e iniciar investigações sobre trabalho forçado no país. Além das sanções comerciais, o governo americano designou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Para o Palácio do Planalto, o conjunto de ações reflete um endurecimento deliberado da política externa dos Estados Unidos em relação ao governo Lula, sinalizando um período de instabilidade nas trocas diplomáticas e econômicas entre as duas nações.
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