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Balança comercial brasileira registra superávit recorde de US$ 10,5 bilhões em abril

A balança comercial do Brasil alcançou um superávit de US$ 10,537 bilhões (R$ 52,05 bilhões) em abril de 2026, o maior resultado para o mês desde 1989, impulsionado por crescimento das exportações.

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Foto: InfoMoney
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07/05 às 15:05 · atualizado há 2m

Pontos principais

  • O superávit de US$ 10,537 bilhões (R$ 52,05 bilhões) em abril de 2026 é um novo recorde para o mês, o maior desde 1989.
  • O resultado representa um aumento de 37,5% em comparação com o superávit de abril de 2025.
  • As exportações brasileiras totalizaram US$ 34,148 bilhões (R$ 168,69 bilhões) e as importações somaram US$ 23,611 bilhões (R$ 116,64 bilhões), ambos recordes para o mês.
  • A indústria extrativa liderou o crescimento das exportações, com alta de 17,9%, impulsionada por minérios de cobre e ferro e petróleo.
  • A agropecuária teve ganhos de 16,1% nas exportações, principalmente devido à soja e algodão.
  • A alta nas importações foi liderada por veículos, óleos brutos de petróleo e combustíveis.
  • No primeiro quadrimestre, o superávit acumulado foi de US$ 24,782 bilhões (R$ 122,42 bilhões), 43,5% superior ao mesmo período de 2025.
  • Os dados foram divulgados pelo governo federal.

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 10,537 bilhões (R$ 52,05 bilhões) em abril de 2026, marcando o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica em 1989. Este resultado, divulgado pelo governo federal, representa um aumento significativo de 37,5% em relação ao superávit de US$ 7,66 bilhões observado no mesmo período do ano anterior, embora tenha ficado ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que previa um saldo de US$ 10,9 bilhões.

O recorde foi impulsionado principalmente pelo crescimento das exportações, que atingiram US$ 34,148 bilhões (R$ 168,69 bilhões) em abril, com um aumento de 14,3% na média diária em comparação com abril de 2025. As importações também cresceram, totalizando US$ 23,611 bilhões (R$ 116,64 bilhões) no mês, com um aumento de 6,2% na média diária. A indústria extrativa liderou o crescimento das exportações com alta de 17,9%, impulsionada por minérios de cobre e ferro e petróleo. A agropecuária teve ganhos de 16,1% nas exportações, principalmente devido à soja e algodão, e a indústria de transformação cresceu 11,6% com carnes e combustíveis. Soja, óleos brutos de petróleo, minério de ferro, carne bovina e ouro não monetário foram os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações. A alta nas importações foi liderada por veículos, óleos brutos de petróleo e combustíveis.

No primeiro quadrimestre, o superávit acumulado foi de US$ 24,782 bilhões (R$ 122,42 bilhões), superando os US$ 17,270 bilhões de 2025 e representando um aumento de 43,5%. A corrente de comércio totalizou US$ 208,322 bilhões (R$ 1,03 trilhão) no período. O superávit ocorre quando o valor total das exportações de um país excede o valor total de suas importações.

Para 2026, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) projeta um superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, enquanto o Boletim Focus, do Banco Central, estima um saldo de US$ 75 bilhões. A guerra no Oriente Médio influenciou o preço médio do petróleo e a imposição de alíquota temporária de Imposto de Exportação.

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