Governo dos EUA exige acesso a modelos de IA para segurança, mas veta licenciamento obrigatório e prioriza colaboração com a indústria.
O presidente Donald Trump assinou um decreto que estabelece novas diretrizes para o desenvolvimento de inteligência artificial nos Estados Unidos, exigindo que empresas concedam ao governo acesso antecipado a modelos avançados para avaliação de segurança. A medida visa verificar as capacidades dos sistemas antes de sua disponibilização ao público, garantindo maior controle sobre riscos de cibersegurança e segurança nacional. Diferente de propostas anteriores, o processo de revisão foi definido como voluntário, com as empresas devendo submeter seus modelos 30 dias antes do lançamento oficial, evitando assim a imposição de um licenciamento governamental obrigatório que poderia frear a inovação.
A redação final do texto foi atenuada após intensas divergências internas dentro da base do movimento MAGA, refletindo o equilíbrio entre a necessidade de segurança nacional e as pressões políticas sobre a regulação tecnológica. A ordem executiva também determina que agências federais criem um centro de compensação de segurança cibernética em até 60 dias, consolidando uma estratégia que prioriza a colaboração com a indústria em vez de regulações rígidas. Esta versão, que contou com a influência do conselheiro David Sacks, substitui propostas mais restritivas descartadas por preocupações com a competitividade americana. Com essa abordagem, a administração busca mitigar ameaças tecnológicas sem comprometer a liderança do país no setor.
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