Operação policial sobre contrato da prefeitura de SP gera atrito político
Associação de delegados defende legalidade de operação contra contrato da prefeitura de SP após críticas de Ricardo Nunes e Flávio Bolsonaro.
Pontos principais
- A Polícia Civil investiga contrato de R$ 108 milhões entre a prefeitura e o Instituto Conhecer Brasil.
- Aliados de Ricardo Nunes e o senador Flávio Bolsonaro classificaram a ação como politicamente motivada.
- A Associação dos Delegados de Polícia Civil de São Paulo (ADPESP) emitiu nota defendendo a autonomia da corporação.
- O governo de Tarcísio de Freitas negou interferência da cúpula da segurança na diligência.
- A investigação apura possíveis irregularidades na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.
A operação da Polícia Civil de São Paulo, que apura irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões para instalação de Wi-Fi, intensificou o desgaste político entre a gestão de Ricardo Nunes e o governo estadual. O contrato envolve o Instituto Conhecer Brasil, gerido por Karina Ferreira da Gama, produtora de um filme sobre Jair Bolsonaro. Tanto o prefeito quanto o senador Flávio Bolsonaro criticaram a ação, sugerindo motivações políticas, o que gerou uma resposta direta da Associação dos Delegados de Polícia Civil (ADPESP). Em nota, a entidade refutou as alegações de interferência e defendeu a autonomia e a legalidade da investigação. O governo de Tarcísio de Freitas também reiterou que a cúpula da Secretaria de Segurança Pública não foi informada previamente sobre a diligência, mantendo a postura de independência das forças policiais diante das pressões políticas.
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