Goldman Sachs aponta divergência econômica em mercados emergentes
Choque no preço do petróleo e investimentos em inteligência artificial criam cenários distintos para o desempenho de países emergentes.
Pontos principais
- O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os custos de energia, pressionando países importadores de petróleo.
- O boom de investimentos em infraestrutura de inteligência artificial impulsiona exportações na Ásia.
- Brasil, México e Chile são beneficiados pelo fluxo de capital voltado à tecnologia.
- O Goldman Sachs mantém preferência por ativos do Brasil, China, Coreia do Sul, Hungria e África do Sul.
- A economia brasileira deve ser sustentada por estímulos fiscais e crédito no curto prazo.
O Goldman Sachs identificou uma crescente divergência no desempenho econômico dos mercados emergentes, impulsionada por dois fatores principais: o choque nos preços do petróleo, decorrente do fechamento do Estreito de Ormuz, e a expansão global dos investimentos em inteligência artificial. Enquanto importadores de energia enfrentam pressões inflacionárias e de custo, nações com forte exposição ao setor de tecnologia têm registrado um desempenho superior em suas moedas e balanças comerciais. O banco mantém uma recomendação positiva para ativos de países como Brasil, China e Coreia do Sul. No caso específico do Brasil, a instituição projeta que a atividade econômica será sustentada por estímulos fiscais e pela expansão do crédito antes do período eleitoral, servindo como um contrapeso à volatilidade externa provocada pela crise energética global.
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