Estudo questiona CDI como ativo livre de risco para investidores
Pesquisa da XP e Atlantiqis sugere que investidores substituam o CDI pelo IPCA como referência de portfólio para proteger o poder de compra.
Pontos principais
- O estudo 'Repensando o ativo sem risco' contesta o uso do CDI como ativo livre de risco no Brasil.
- Títulos indexados ao IPCA mostraram maior eficiência na preservação do patrimônio real entre 2010 e 2026.
- A XP propõe que o IPCA se torne o novo protagonista na avaliação de desempenho das carteiras de investimento.
- O CDI deve ser reservado para necessidades de liquidez de curto prazo, segundo a análise.
Um estudo conjunto realizado pela XP e pela Atlantiqis propõe uma revisão profunda na estratégia de alocação de ativos no Brasil, desafiando a percepção consolidada de que o CDI funciona como um ativo livre de risco. Segundo a análise, embora o CDI seja uma referência de liquidez, ele protege apenas o valor nominal do capital, deixando o investidor exposto à perda de poder de compra. Diante disso, a XP sugere que investidores alterem a referência de seus portfólios, adotando o IPCA como o novo protagonista para medir o sucesso dos investimentos e alinhar as expectativas de retorno à realidade econômica. O levantamento aponta que títulos indexados à inflação, como os índices IMAB5 e IMAB5+, apresentaram desempenho superior na preservação do patrimônio real entre 2010 e 2026, recomendando que o CDI seja utilizado apenas para necessidades imediatas de caixa.
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