A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas gerou reações distintas no Brasil. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, criticou a medida, apontando-a como um equívoco técnico que pode criar entraves burocráticos na cooperação internacional, defendendo a manutenção dos modelos de colaboração via Interpol. Paralelamente, o ministro Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ, declarou que o Judiciário ainda não recebeu comunicações oficiais sobre o tema, tratando o assunto, por ora, como uma questão de política internacional. O CNJ segue monitorando a situação e reforça que o combate ao crime organizado no país permanece focado em redes de magistrados e na melhoria das condições carcerárias para desarticular o recrutamento de detentos pelas facções. A medida americana tem vigência prevista para 5 de junho.
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