Alckmin critica tarifas dos EUA e reafirma Pix como patrimônio nacional
O governo brasileiro busca reverter tarifas de 25% impostas pelos EUA, mantendo o Pix fora de negociações comerciais e diplomáticas.
Pontos principais
- Geraldo Alckmin classificou como descabida a sobretaxa de 25% anunciada pelos EUA e defende o diálogo para reverter a medida.
- O governo brasileiro reafirmou que o Pix é um patrimônio nacional e não será objeto de negociação comercial com a gestão Trump.
- Ministros brasileiros devem se reunir com autoridades americanas em Paris para discutir o impasse comercial antes do prazo de 15 de julho.
- O governo aponta que a balança comercial é favorável aos EUA e que 21% das exportações brasileiras estão sob risco com as novas tarifas.
- O vice-presidente criticou a atuação de opositores internos, acusando-os de tentar sabotar as negociações por interesses eleitorais.
O vice-presidente Geraldo Alckmin intensificou as críticas à nova política tarifária dos Estados Unidos, classificando a ameaça de taxação de 25% sobre produtos brasileiros como injusta e descabida. O governo argumenta que a medida é injustificável, dado que a balança comercial é favorável aos americanos, e alerta que cerca de 21% das exportações brasileiras, incluindo setores como calçados e máquinas, podem ser severamente impactadas. Em resposta, o Planalto busca canais diplomáticos e técnicos para reverter o cenário, com reuniões previstas entre ministros brasileiros e autoridades americanas em Paris. O prazo final para as tratativas é 15 de julho, sendo que audiências públicas sobre o impacto das tarifas também estão agendadas para 2026. Paralelamente, Alckmin reforçou que o Pix é um patrimônio nacional e não será incluído em pautas de negociação com a gestão de Donald Trump, rebatendo pressões externas sobre o sistema de pagamentos. O vice-presidente também criticou a atuação de opositores internos, como o senador Flávio Bolsonaro, acusando-os de sabotar as negociações diplomáticas em prol de interesses eleitorais. O governo brasileiro mantém a postura de refutar acusações ambientais, citando a queda de 50% no desmatamento como prova de compromisso com a agenda sustentável.
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