O estado do Acre tem intensificado esforços para reverter os baixos índices de vacinação contra o HPV, um reflexo direto de uma onda de desinformação que atingiu a região em 2017. Na ocasião, relatos de sintomas em adolescentes foram erroneamente associados à vacina, gerando medo na população e alimentando movimentos antivacina. Investigações científicas conduzidas pela USP, contudo, comprovaram que os quadros eram de estresse vacinal, sem relação com os componentes do imunizante. Para contornar o cenário, o governo estadual aposta em estratégias de comunicação direta e capacitação de profissionais de saúde, além de projetos criativos como o 'Cinema da Imunização'. A medida é considerada urgente pelas autoridades, visto que o HPV é um fator de risco crítico para o câncer de colo de útero e outros tipos de neoplasias, tornando a imunização uma prioridade de saúde pública.
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