A vacinação contra o HPV na América Latina, incluindo o Brasil, mostra progresso, mas a região ainda enfrenta mortes por câncer de colo do útero devido à cobertura vacinal desigual e modelos de rastreamento ineficazes.
A vacinação contra o HPV tem avançado na América Latina, incluindo o Brasil, mas a região ainda registra mortes por câncer de colo do útero. A cobertura vacinal é desigual, variando de 2% a 97% entre os países, e está abaixo da meta global da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar 90% das meninas até os 15 anos. No Brasil, a cobertura em 2024 foi de 82,83% para meninas e 67,26% para meninos de 9 a 14 anos, com planos de ampliação do público e adoção de dose única em 2025.
Um dos principais desafios é a predominância do rastreamento oportunístico, que é menos eficaz que o rastreamento organizado e contribui para diagnósticos tardios. Lesões precursoras do câncer de colo do útero podem levar de 10 a 20 anos para evoluir, oferecendo uma janela para diagnóstico e tratamento eficazes. A Fundação do Câncer lançou um guia para substituir o Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV, já adotado em alguns países. A integração de vacinação, rastreamento e tratamento, juntamente com a interoperabilidade dos sistemas de informação de saúde, é essencial para atingir a meta da OMS de eliminação do câncer de colo do útero.
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