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Abu Dhabi Ports compra CLI por US$ 835 milhões

A estatal de Abu Dhabi adquiriu 100% da operadora logística brasileira CLI, consolidando sua entrada estratégica no mercado de infraestrutura do país.

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Foto: Pipeline Valor
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02/06 às 09:05 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A transação de US$ 835 milhões avaliou a CLI em oito vezes o seu Ebitda.
  • Esta é a maior aquisição já realizada pela AD Ports Group em sua história.
  • A CLI opera terminais estratégicos de grãos e açúcar nos portos de Santos e Itaqui, movimentando 10% das exportações brasileiras do setor.
  • A venda envolve a totalidade das participações do Private Equity Fund II da IG4 Capital e do Macquarie Infrastructure Partners V.
  • A operação inclui a transferência indireta do controle da subsidiária CLI Sul.
  • O negócio está sujeito à aprovação de órgãos regulatórios, incluindo o Cade e a Antaq.
  • A aquisição visa impulsionar o crescimento da CLI utilizando a expertise global do grupo árabe em segurança alimentar.

A Abu Dhabi Ports oficializou a compra da brasileira Corredor Logística e Infraestrutura (CLI) por US$ 835 milhões, marcando sua entrada estratégica no mercado de infraestrutura da América Latina. A transação, a maior já realizada pela gigante árabe, engloba a aquisição de 100% do capital detido pelo Private Equity Fund II da IG4 Capital e pelo Macquarie Infrastructure Partners V, além da assunção de dívidas e a transferência indireta do controle da subsidiária CLI Sul. A CLI é uma peça-chave no setor, sendo responsável pela movimentação de 17 milhões de toneladas de grãos e açúcar no último ano, o que equivale a 10% do volume total exportado pelo Brasil através dos portos de Santos e Itaqui.

Para a AD Ports Group, o movimento está alinhado à sua estratégia de segurança alimentar global, permitindo o controle de ativos logísticos essenciais para o escoamento de commodities. O grupo pretende utilizar sua expertise internacional para impulsionar a próxima fase de crescimento da CLI, reforçando sua presença no setor logístico nacional. A operação, que teve o Citi como assessor dos vendedores e o BTG Pactual como assessor da compradora, ainda aguarda as aprovações regulatórias e dos órgãos antitruste competentes, como o Cade e a Antaq.

O fechamento do negócio reflete o apetite contínuo de players globais por ativos de infraestrutura no Brasil. Com a conclusão da transação, a AD Ports Group assume a gestão completa dos terminais da CLI, consolidando uma plataforma robusta para expandir suas operações de exportação e logística portuária na região. O mercado aguarda agora os trâmites formais de aprovação para a efetiva integração da companhia ao portfólio do grupo de Abu Dhabi.

Fonte primária

AD Ports Group (ADX: ADPORTS)

AD Ports Group Acquires CLI, Brazil's Leading Agri-Bulk Port Terminal Operator

Comunicado oficial do AD Ports Group anunciando a aquisição da brasileira Corredor Logística e Infraestrutura (CLI) por um enterprise value de AED 3,1 bilhões (US$ 835 milhões) — a maior operação de M&A do grupo até hoje. A CLI, sediada em São Paulo, é descrita como a maior operadora independente de terminais portuários de granéis agrícolas do Brasil; em 2025 movimentou 17 milhões de toneladas, com receita de AED 654 milhões e EBITDA de AED 360 milhões. Os vendedores são os coproprietários Macquarie Asset Management e IG4 Capital. A CLI detém 100% da CLI Norte, que opera no Porto de Itaqui (porta de saída de grãos do Arco Norte), e 80% da CLI Sul, no Porto de Santos (principal terminal de exportação de açúcar do Brasil, além de milho e soja); o time de gestão sênior da CLI permanece. O grupo apresenta a compra como sua primeira entrada na América Latina e plataforma para expansão regional, aprofundando a vertical de agrifood e abrindo um novo eixo de comércio leste-oeste ligando a maior economia da América do Sul ao subcontinente indiano, leste da África e sudeste asiático, em sintonia com as negociações do Acordo de Parceria Econômica Abrangente (CEPA) entre EAU e Mercosul. O CEO Capt. Mohamed Juma Al Shamisi chama a aquisição de "game changer". Conclusão prevista para o segundo semestre de 2026, sujeita às condições usuais de fechamento, incluindo aprovações regulatórias e antitruste.

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