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Provedores de índices reescrevem regras para acelerar entrada da SpaceX no S&P 500 e Nasdaq-100

Nasdaq, FTSE Russell e S&P Dow Jones afrouxam exigências antes da estreia em 12 de junho, apesar do prejuízo de US$4,28 bi no 1º tri.

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01/06 às 09:00

Pontos principais

  • SpaceX estreia na Nasdaq em 12 de junho sob o código SPCX
  • Nasdaq aprovou regime que deixa empresas recém-listadas entrarem no Nasdaq-100 após 15 pregões
  • FTSE Russell criou em 26 de maio via expressa para listagem entrar em índices Russell e FTSE em 5 pregões
  • S&P Dow Jones consulta proposta para reduzir tempo mínimo no índice de 12 para 6 meses
  • S&P também propõe dispensar exigência de lucro nos quatro trimestres anteriores
  • SpaceX teve prejuízo contábil de US$4,28 bilhões no primeiro trimestre
  • Starlink respondeu por 69% da receita do 1º tri e foi único segmento lucrativo

A iminente estreia da SpaceX na Nasdaq em 12 de junho, sob o código SPCX, provocou a reescrita das regras dos três principais provedores de índices americanos. A Nasdaq aprovou em março um regime que deixa empresas recém-listadas entrarem no Nasdaq-100 após 15 pregões, se estiverem entre as 40 maiores. A FTSE Russell criou em 26 de maio uma via expressa para grandes aberturas de capital entrarem nos índices Russell e FTSE apenas cinco pregões depois da listagem. E a S&P Dow Jones abriu consulta para afrouxar duas exigências do S&P 500: reduzir de doze para seis meses o tempo mínimo em Bolsa e dispensar, para empresas acima de certo valor de mercado, a regra que só admite quem teve lucro nos últimos quatro trimestres. As duas revertem regras adotadas após a bolha de 2002.

A SpaceX teve prejuízo contábil de US$4,28 bilhões no primeiro trimestre, o que faria dela a empresa mais deficitária a entrar nos índices por essa via rápida. A Starlink, subsidiária de internet via satélite, respondeu por 69% da receita do trimestre e foi o único segmento lucrativo.

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