A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã atingiu o 94º dia em 1º de junho, marcada por uma escalada militar no Estreito de Ormuz. As forças americanas confirmaram ataques a radares iranianos na região estratégica, enquanto o governo do Irã reportou ações ofensivas recíprocas. Em meio ao aumento das hostilidades, o Kuwait emitiu uma condenação oficial contra ataques repetidos envolvendo mísseis e drones em seu território, elevando o temor internacional sobre a segurança do tráfego marítimo e a estabilidade regional. O presidente Donald Trump, que se reuniu com assessores para discutir um esboço de memorando de paz, solicitou mudanças no texto, que originalmente previa uma trégua de 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz.
O impasse diplomático persiste, uma vez que as tratativas, mediadas pelo Paquistão e pelo Catar, ainda não resultaram em um acordo concreto. Embora o rascunho inclua um arcabouço para retomar negociações sobre o programa nuclear iraniano, o negociador-chefe do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reiterou desconfiança em relação aos EUA. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, enfatizou que a prioridade imediata de Teerã é o fim das hostilidades, enquanto o cenário de segurança continua a se deteriorar com as trocas constantes de ataques na região.
BBC Brasil • 1 jun, 09:52
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