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Governo britânico divulga novos arquivos sobre Peter Mandelson

Documentos revelam críticas de Mandelson à gestão de Starmer, divisões internas no Partido Trabalhista e detalhes sobre sua nomeação como embaixador.

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Foto: NYTimes World
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01/06 às 04:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O governo britânico publicou um segundo lote de documentos, totalizando mais de 1.500 páginas sobre a nomeação de Peter Mandelson.
  • Arquivos revelam que Mandelson enviou carta a David Lammy em novembro de 2024 pleiteando formalmente o cargo de embaixador em Washington.
  • Mensagens expõem críticas de Mandelson à gestão de Keir Starmer, descrevendo o governo como 'acuado' e carente de assertividade.
  • A divulgação revelou tensões e divisões internas entre ministros do Partido Trabalhista sobre a condução política do gabinete.
  • Documentos detalham a influência de Mandelson em decisões estratégicas e processos internos de tomada de decisão.
  • A administração enfrenta escrutínio público devido às antigas conexões de Mandelson com o falecido Jeffrey Epstein.
  • A oposição questiona a legitimidade da nomeação, enquanto o governo busca aumentar a transparência sobre suas escolhas.

O governo do primeiro-ministro Keir Starmer expandiu a divulgação de arquivos relacionados ao ex-embaixador Peter Mandelson, disponibilizando um novo conjunto de documentos oficiais. O material, que agora soma mais de 1.500 páginas de comunicações privadas, detalha as articulações políticas que precederam a nomeação de Mandelson para o posto diplomático nos Estados Unidos, incluindo uma carta enviada ao ministro David Lammy em novembro de 2024. Entre as revelações, mensagens de WhatsApp trocadas com membros do gabinete mostram que o próprio Mandelson criticou a liderança de Starmer, sugerindo que o primeiro-ministro carece de 'verve' e deveria adotar uma postura mais assertiva para demonstrar autoridade. A magnitude da revelação tem gerado comparações com o inquérito Chilcot, dada a importância histórica dos registros sobre os bastidores do poder britânico.

Além das divergências pessoais, os arquivos recém-divulgados expuseram divisões internas e dúvidas sobre a coesão do Partido Trabalhista. Críticos da gestão atual apontam que os documentos revelam uma postura de 'avançar e ceder' na condução política, levantando debates sobre o papel de figuras externas na formulação de políticas públicas. Essa exposição de tensões entre ministros e o questionamento sobre a estratégia governamental têm alimentado o descontentamento entre parlamentares e observadores políticos, impactando diretamente a percepção pública sobre a administração atual.

Simultaneamente, a administração enfrenta um aumento no escrutínio político, impulsionado tanto pelas críticas internas de Mandelson quanto por questionamentos sobre suas conexões passadas com o falecido Jeffrey Epstein. Enquanto a oposição intensifica as críticas sobre a legitimidade da escolha de Starmer, o governo defende a medida como um esforço necessário para ampliar a transparência sobre as decisões de nomeação do atual gabinete. Analistas políticos seguem monitorando o conteúdo dos documentos, alertando que a exposição contínua de detalhes sobre o processo e as divergências internas pode causar novos danos à reputação da atual gestão e à estabilidade do corpo diplomático britânico.

Fonte primária

Cabinet Office / Câmara dos Comuns (UK)

Return to an Address of the House of Commons de 4 de fevereiro de 2026 — Nomeação de Lord Mandelson como Embaixador em Washington (Volume II, Partes I–III, HC 2)

Segunda e maior tranche de documentos entregue à Câmara dos Comuns em 1 de junho de 2026 em resposta ao Humble Address de 4 de fevereiro de 2026, que ordenou ao governo apresentar TODOS os papéis sobre a nomeação de Lord Mandelson como embaixador do Reino Unido em Washington — incluindo a due diligence do Cabinet Office repassada ao Número 10, o formulário de conflito de interesses dado ao FCDO, o material enviado ao UK Security Vetting sobre os interesses de Mandelson na Global Counsel (trabalho com Rússia e China) e seus vínculos com Jeffrey Epstein, comunicações entre o chefe de gabinete do premiê e Mandelson, e os detalhes de pagamentos feitos na sua saída. A nota metodológica do Cabinet Office afirma que esta é 'a maior resposta de governo a um Humble Address já feita', envolvendo a triagem de milhares de documentos por todos os departamentos, em escala 'mais próxima de um inquérito público' do que de um pedido de FOI. O volume II compreende três partes (HC 2-I, II e III) e dá sequência ao Volume I (HC 1774), publicado em 11 de março. A nota registra que, em 31 de março, o responsável (SRO) escreveu a Peter Mandelson, via seus advogados, pedindo qualquer informação guardada em seu celular pessoal; 'Peter Mandelson recusou-se a atender a este pedido' e 'o governo não tem mais nenhum recurso para revistar os dispositivos pessoais de Peter Mandelson'. A maioria das tarjas foi acordada com o Intelligence and Security Committee (ISC); documentos foram retidos apenas para não prejudicar a investigação em curso da Polícia Metropolitana, com publicação final prevista ao término da investigação.

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