O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, admitiu ter enganado o Parlamento sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA, apesar de uma verificação de antecedentes falha, intensificando a pressão por sua renúncia.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, admitiu ter enganado o Parlamento em relação à nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos. Starmer reconheceu ter cometido um erro ao nomear Mandelson, afirmando que não o teria feito se soubesse das ressalvas levantadas por uma verificação de antecedentes falha. Ele atribuiu a responsabilidade pela falha nas verificações de segurança a funcionários do Ministério das Relações Exteriores, informando a Câmara dos Comuns sobre o incidente. A admissão de Starmer intensifica o escândalo e gera preocupações sobre os procedimentos de segurança e verificação dentro do governo, destacando a necessidade de revisar como as informações sensíveis são gerenciadas e compartilhadas entre os departamentos.
O pronunciamento de Starmer ocorre após a revelação de que Peter Mandelson, que atuou como seu embaixador nos Estados Unidos, teve suas autorizações de segurança de alto nível rejeitadas e foi demitido após nove meses no cargo. A recusa dessas autorizações, juntamente com a amizade de Mandelson com Jeffrey Epstein, é o cerne do discurso do primeiro-ministro aos legisladores britânicos. A situação levou partidos da oposição, como o Conservador e o Liberal Democrata, a pedirem a renúncia de Starmer, enquanto parlamentares do Partido Trabalhista expressam preocupação com os baixos índices de aprovação do primeiro-ministro às vésperas de eleições locais e regionais.
Starmer agora enfrenta um confronto direto no Parlamento, onde parlamentares irritados questionam a controversa nomeação de Mandelson e sua admissão de ter enganado a Casa. Durante um debate acalorado na House of Commons, Starmer foi acusado de usar funcionários como bodes expiatórios no escândalo e resistiu aos pedidos de renúncia. A pressão sobre o primeiro-ministro aumenta à medida que ele é confrontado por legisladores insatisfeitos com a decisão e a gestão do processo de nomeação. A discussão central envolve se os funcionários deveriam ter divulgado os detalhes das verificações de segurança de Mandelson, com Olly Robbins, ex-chefe do Foreign Office, expressando estar 'de coração partido' em relação ao assunto. O testemunho de Robbins é aguardado após a declaração de Starmer e pode adicionar mais pressão à situação política.
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