A associação de Peter Mandelson com Jeffrey Epstein começou a se tornar publicamente conhecida, levando à sua demissão do posto de embaixador britânico nos EUA em setembro de 2025. A gravidade da relação foi aprofundada em janeiro de 2026, quando o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou e-mails que demonstravam uma ligação mais íntima entre Mandelson e Epstein do que se sabia anteriormente. Essas comunicações também revelaram que Mandelson havia compartilhado informações com Epstein enquanto servia como ministro no governo do ex-primeiro-ministro Gordon Brown. Em fevereiro de 2026, o governo do primeiro-ministro Keir Starmer repassou as comunicações entre Mandelson e Epstein à polícia, o que levou ao início de uma investigação criminal. No mesmo mês, Mandelson renunciou ao Partido Trabalhista e deixou seu cargo na câmara alta do Parlamento. Em 23 de fevereiro de 2026, ele foi preso pela Polícia Metropolitana de Londres em sua residência em Camden, após mandados de busca e apreensão terem sido cumpridos em suas casas em Londres e Wiltshire no início do mês. A prisão de Mandelson e as revelações subsequentes sobre o caso Epstein geraram uma crise política no Reino Unido, com o chefe de gabinete do governo britânico, Morgan McSweeney, e o diretor de Comunicação, Tim Allan, renunciando aos seus cargos. O primeiro-ministro Keir Starmer, que nomeou Mandelson, enfrentou críticas e uma queda em sua popularidade, com o Partido Trabalhista dividido sobre seu apoio.
Os arquivos divulgados do caso Jeffrey Epstein não apenas implicaram Peter Mandelson, mas também revelaram conexões com outros indivíduos de alto perfil no Reino Unido, incluindo membros da família real. O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles, foi preso em 19 de fevereiro de 2026, sob suspeita de má conduta em cargo público. Mensagens liberadas pelo governo americano indicaram que Andrew teria passado informações sigilosas sobre oportunidades de investimento para Epstein quando atuava como representante comercial do Reino Unido. Além disso, Sarah, ex-mulher do irmão do rei Charles, foi citada em trocas de mensagens com Epstein, nas quais relatava detalhes íntimos de sua filha, a princesa Eugenie. O Palácio de Buckingham, o príncipe William e a princesa Kate expressaram profunda preocupação com as revelações e manifestaram apoio às investigações policiais.