Family offices ao redor do mundo estão promovendo a maior reestruturação de portfólios da história recente, impulsionados por crescentes incertezas sobre a estabilidade fiscal dos Estados Unidos e o cenário geopolítico global. Segundo dados do UBS, a confiança no dólar como principal reserva de valor está em declínio, levando gestores a migrar recursos para ativos de infraestrutura e moedas alternativas, como o euro e o franco suíço. O movimento reflete o temor de uma recessão global e o impacto da dívida soberana americana no longo prazo. Apesar da cautela macroeconômica, a inteligência artificial mantém-se como o pilar estratégico de crescimento, registrando níveis elevados de exposição tanto no mercado global quanto na América Latina. Essa mudança de postura sinaliza uma busca por proteção contra a volatilidade, marcando uma transição significativa na estratégia de alocação de capital dos investidores mais ricos do mundo.
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