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Family offices globais reduzem exposição ao dólar em mudança histórica

Preocupações com a dívida dos EUA e riscos geopolíticos levam investidores de elite a diversificar portfólios e buscar novas moedas de reserva.

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Foto: InfoMoney
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31/05 às 05:32

Pontos principais

  • Cerca de 60% dos family offices planejam alterar suas alocações, o maior índice já registrado pelo UBS.
  • A confiança no dólar como reserva global diminui, com 65% dos gestores prevendo desvalorização da moeda.
  • Investidores buscam proteção em ativos de infraestrutura e moedas como o euro e o franco suíço.
  • Inteligência artificial segue como tema central, com 65% de exposição global e 77% na América Latina.

Family offices ao redor do mundo estão promovendo a maior reestruturação de portfólios da história recente, impulsionados por crescentes incertezas sobre a estabilidade fiscal dos Estados Unidos e o cenário geopolítico global. Segundo dados do UBS, a confiança no dólar como principal reserva de valor está em declínio, levando gestores a migrar recursos para ativos de infraestrutura e moedas alternativas, como o euro e o franco suíço. O movimento reflete o temor de uma recessão global e o impacto da dívida soberana americana no longo prazo. Apesar da cautela macroeconômica, a inteligência artificial mantém-se como o pilar estratégico de crescimento, registrando níveis elevados de exposição tanto no mercado global quanto na América Latina. Essa mudança de postura sinaliza uma busca por proteção contra a volatilidade, marcando uma transição significativa na estratégia de alocação de capital dos investidores mais ricos do mundo.

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