A desconfiança no sistema financeiro internacional, liderado pelos EUA, impulsiona uma realocação global de reservas para o ouro, ameaçando a hegemonia do dólar e redefinindo a ordem econômica mundial.
Uma corrida global ao ouro está em curso, impulsionada pela crescente desconfiança no sistema financeiro internacional liderado pelos Estados Unidos. Essa realocação de reservas, com o ouro como principal beneficiário, desafia diretamente a hegemonia do dólar e sinaliza uma redefinição da ordem econômica mundial. A busca por independência de um sistema financeiro percebido como instrumento geopolítico tem levado à desvalorização do dólar, com o yuan ganhando espaço em transações internacionais e países reorganizando suas reservas estratégicas de commodities.
Essa mudança estrutural e irreversível, que transcende ciclos eleitorais americanos, representa um risco sistêmico para os EUA, encarecendo seu financiamento e diminuindo um pilar fundamental de sua hegemonia. A transição de um ciclo de estabilidade para um de rupturas e conflitos torna a confiança um ativo escasso. Nesse cenário de reconfiguração, países emergentes como o Brasil podem encontrar novas oportunidades.