Um estudo inédito do Greenpeace expõe como a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) tem sido utilizada como fachada para a lavagem de ouro ilegal na Amazônia. Ao analisar 187 processos minerários, a organização detectou que 98 permissões apresentavam irregularidades graves, permitindo a circulação de 25,3 toneladas de ouro avaliadas em R$ 18,4 bilhões. O esquema aproveita a ausência de exigência de pesquisa mineral prévia na PLG para mascarar a origem do metal, frequentemente extraído de Terras Indígenas e Unidades de Conservação. A investigação destaca que o ouro atua como um ativo estratégico em cenários de instabilidade econômica global, o que incentiva a continuidade dessas práticas ilícitas. A fragilidade na fiscalização permite que operações industriais operem sob a roupagem de garimpo artesanal, dificultando o rastreio da cadeia produtiva e o combate ao crime ambiental na região.
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