Estudo do Greenpeace aponta fraudes em permissões de garimpo na Amazônia
Investigação revela que permissões de lavra garimpeira são usadas para lavar ouro ilegal, movimentando R$ 18,4 bilhões em oito anos.
Pontos principais
- O Greenpeace identificou 98 permissões de lavra garimpeira com irregularidades graves entre 2018 e 2026.
- Cerca de 25,3 toneladas de ouro de origem ilícita foram comercializadas por meio de esquemas fraudulentos.
- O modelo de permissão facilita a legalização de ouro extraído ilegalmente de Terras Indígenas e áreas de conservação.
- A prática envolve o uso de garimpos fantasmas e operações industriais que se passam por atividades artesanais.
Um estudo inédito do Greenpeace expõe como a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) tem sido utilizada como fachada para a lavagem de ouro ilegal na Amazônia. Ao analisar 187 processos minerários, a organização detectou que 98 permissões apresentavam irregularidades graves, permitindo a circulação de 25,3 toneladas de ouro avaliadas em R$ 18,4 bilhões. O esquema aproveita a ausência de exigência de pesquisa mineral prévia na PLG para mascarar a origem do metal, frequentemente extraído de Terras Indígenas e Unidades de Conservação. A investigação destaca que o ouro atua como um ativo estratégico em cenários de instabilidade econômica global, o que incentiva a continuidade dessas práticas ilícitas. A fragilidade na fiscalização permite que operações industriais operem sob a roupagem de garimpo artesanal, dificultando o rastreio da cadeia produtiva e o combate ao crime ambiental na região.
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