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Colômbia vai às urnas neste domingo em eleição marcada pela violência

O país elege um novo presidente neste domingo em um cenário de polarização, medo e incertezas sobre o futuro da segurança pública na América Latina.

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Foto: The Guardian World
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30/05 às 03:31 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A eleição ocorre neste domingo, 31 de maio, com Iván Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella como principais candidatos.
  • O pleito é visto como um termômetro para a influência da esquerda na região, com o candidato esquerdista liderando as pesquisas.
  • A segurança pública tornou-se o eixo central do debate após o assassinato do senador Miguel Uribe Turbay e o aumento de ataques a jornalistas.
  • O candidato de extrema-direita, conhecido como 'O Tigre', registrou crescimento significativo na reta final da disputa.
  • O pleito marca uma avaliação do primeiro governo de esquerda do país, dez anos após a assinatura dos Acordos de Paz com as Farc.
  • O próximo governo enfrentará o desafio de governar com um Legislativo fragmentado e a pressão constante de grupos armados.

A Colômbia realiza neste domingo, 31 de maio, eleições presidenciais cruciais em um cenário de instabilidade e crescente violência política. A disputa, que coloca em lados opostos visões divergentes sobre o combate ao conflito armado, é impactada por um clima de medo que permeia a sociedade. Com o atual governo de esquerda sob avaliação, os candidatos Iván Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella buscam apoio em um eleitorado polarizado, enquanto o candidato de esquerda mantém a liderança nas pesquisas, enfrentando a ascensão de um rival de extrema-direita apelidado de 'O Tigre'. O resultado do pleito é amplamente observado como um termômetro para o futuro das correntes políticas de esquerda na América Latina.

Além da polarização ideológica, a segurança pública consolidou-se como o tema central da campanha, especialmente após o assassinato do senador Miguel Uribe Turbay e o aumento de ataques a profissionais de imprensa. O contexto de violência ocorre em um momento simbólico, dez anos após a assinatura dos Acordos de Paz com as Farc, com a criminalidade voltando a ser o principal desafio nacional. O novo mandatário terá a difícil tarefa de definir a estratégia estatal frente a dissidentes e grupos paramilitares, enquanto tenta articular políticas em um Congresso fragmentado. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta neste domingo, o segundo turno está agendado para 21 de junho.

Fonte primária

Misión de Observación Electoral (MOE) — Colombia

Décimo tercer informe a la Comisión Nacional de Coordinación y Seguimiento de los Procesos Electorales — a una semana de las presidenciales

Em comunicado de 25 de maio de 2026, em Cartagena, a Misión de Observación Electoral (MOE) apresentou seu 13º informe à Comisión Nacional de Coordinación y Seguimiento de los Procesos Electorales a seis dias do primeiro turno presidencial. A MOE registrou 63 afetações ao proselitismo político em 21 departamentos do país (corte de 21 de maio de 2026), distribuídas em seis categorias: danos a propaganda eleitoral (24 casos), ataques a sedes de campanha (17), hostilização a ativistas e militantes (11), controle político por grupos armados que proíbem partidos e comunidade de fazer campanha (8), dano a material eleitoral (2) e confronto em eventos públicos (1). 57% das ações se concentram em Antioquia, Norte de Santander, Bogotá D.C. e Santander, com concentração crítica em Medellín e Bogotá. Entre 1º de janeiro de 2025 e 30 de abril de 2026, a MOE contabilizou 565 fatos de violência contra lideranças políticas, sociais e comunais: a cifra global cai 24,7% frente ao ciclo de 2022, mas as agressões a lideranças políticas sobem 6,3% (335 casos) e os assassinatos aumentam 18,9% — impactando especialmente as estruturas das campanhas de Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia. A diretora Alejandra Barrios pediu investigações céleres para impedir que o clima de violência interfira na reta final das campanhas de qualquer opção política. A MOE também reportou 44 agressões à imprensa ligadas à cobertura política à Comisión Nacional de Seguimiento Electoral, e identificou que 94,4% das mensagens analisadas no monitoramento à conversa política digital consistem em insultos, polarização, ridicularização e humilhação. Para a observação internacional no exterior, a Missão mobilizou 134 observadores em 49 cidades de 27 países.

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