O CEO do Canal+ ameaçou romper relações com artistas e técnicos que criticaram o magnata Vincent Bolloré, maior acionista do grupo.
A indústria cinematográfica francesa vive um momento de incerteza após o CEO do Canal+, Maxime Saada, ameaçar cortar laços com centenas de profissionais do setor. A medida seria uma retaliação direta a uma carta aberta que criticou as posições políticas de Vincent Bolloré, magnata que detém 30% das ações do grupo. Como o Canal+ é o maior investidor individual na produção de filmes na França, qualquer interrupção no financiamento pode impactar significativamente a viabilidade de diversos projetos culturais no país. Embora a ameaça tenha gerado forte reação no meio artístico, analistas apontam que a execução de um boicote dessa magnitude é complexa, dado o grande número de técnicos e artistas que assinaram o documento. O impasse coloca em xeque a relação histórica entre o conglomerado de mídia e a produção audiovisual francesa.
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