A cidade de Nantes, na França, tem sido palco de um esforço coletivo para confrontar o passado colonial, promovendo diálogos entre descendentes de escravizados e de antigos proprietários. O debate ganha relevância nacional ao expor que o Palácio do Eliseu, residência oficial do presidente, foi financiado originalmente com recursos derivados do tráfico transatlântico de escravos. Paralelamente, o setor cultural francês enfrenta um momento de instabilidade política. Profissionais do cinema denunciam a criação de uma lista negra por parte do bilionário de direita Vincent Bolloré, que teria retaliado centenas de artistas após a assinatura de uma petição contrária às suas práticas. O cenário revela uma França dividida entre o reconhecimento de suas feridas históricas e a tensão sobre a liberdade de expressão e o controle corporativo na indústria do entretenimento.
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