ONU defende mudanças no design de plataformas para proteger menores
A ONU afirma que restrições de idade são insuficientes e exige que empresas de tecnologia alterem o design de plataformas para garantir segurança.
Pontos principais
- A ONU classifica a segurança digital de crianças e adolescentes como uma prioridade urgente.
- O órgão critica recursos viciantes como rolagem infinita e reprodução automática.
- Dez novas diretrizes focam no fim da microsegmentação comercial e na proteção de dados de menores.
- A entidade defende que a proteção deve ser implementada desde a concepção dos produtos tecnológicos.
- Leis de restrição etária adotadas por países como Austrália e França são consideradas insuficientes.
A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital é uma prioridade urgente, argumentando que simples restrições de idade não são suficientes para mitigar os riscos online. Segundo o alto comissário Volker Türk, as empresas de tecnologia devem reformular o design de seus produtos, eliminando funcionalidades viciantes como a rolagem infinita e a reprodução automática. A organização publicou dez diretrizes que exigem o fim da microsegmentação comercial de menores e reforçam a necessidade de proteção de dados desde a concepção das plataformas. Embora nações como Austrália e França tenham implementado leis de restrição etária, a ONU alerta que tais medidas são facilmente contornadas e falham em abordar a raiz dos problemas estruturais que afetam o bem-estar dos usuários mais jovens na internet.
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