Michelle Bowman diz ser cedo para avaliar impacto da guerra no Irã
Vice-presidente do Fed alerta que persistência de choques no petróleo pode exigir política monetária mais restritiva nos EUA.
Pontos principais
- Michelle Bowman afirmou que a duração do conflito no Oriente Médio é determinante para a inflação.
- A dirigente defende cautela com choques temporários, mas admite que preços elevados do petróleo podem exigir juros mais altos.
- O Fed mantém postura restritiva para equilibrar o mercado de trabalho e a meta de inflação de 2%.
- Ganhos de produtividade via inteligência artificial e cortes de impostos foram citados como fatores de controle inflacionário.
A vice-presidente de supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman, reforçou em conferência na Islândia a necessidade de cautela ao avaliar os efeitos inflacionários do conflito no Irã. Embora tenha reiterado que é prematuro medir o impacto total da crise, a dirigente alertou que a persistência de choques nos preços do petróleo pode forçar o banco central americano a adotar uma política monetária mais restritiva. Bowman enfatizou a importância de distinguir entre volatilidade de curto prazo e tendências inflacionárias duradouras, mantendo o foco na meta de inflação de 2%.
Atualmente, o Fed mantém uma postura moderadamente restritiva para equilibrar a resiliência do crescimento econômico com as vulnerabilidades observadas no mercado de trabalho. Segundo a dirigente, a possibilidade de novos ajustes nas taxas de juros permanece em aberto caso a inflação se mostre persistente e o PIB continue avançando acima do potencial. Para mitigar pressões inflacionárias, Bowman destacou que fatores como ganhos de produtividade impulsionados por inteligência artificial e políticas de impostos mais baixos podem oferecer suporte à economia americana sob a gestão do governo Trump.
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