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Diretor do Fed defende política monetária branda por conflito no Irã

Stephen Miran, diretor do Federal Reserve, argumenta que o conflito com o Irã reforça a necessidade de uma política monetária mais branda, sem ver problema de inflação.

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Foto: InfoMoney
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06/03 às 16:02

Pontos principais

  • Stephen Miran, diretor do Fed, defende uma política monetária 'dovish' devido ao conflito com o Irã.
  • Ele sugere que choques no preço do petróleo podem reduzir a inflação subjacente ao enfraquecer a demanda.
  • Miran não vê um problema de inflação na economia americana, destacando a ausência de pressão dos aluguéis.
  • O diretor considera prematuro tirar conclusões de um único relatório de emprego e estima a taxa de juros neutra entre 2,5% e 2,75%.

Stephen Miran, diretor do Federal Reserve, expressou que o conflito com o Irã e seus potenciais impactos nos preços do petróleo o inclinam a uma política monetária mais branda. Miran argumenta que, apesar de o Fed não reagir diretamente a oscilações no preço do petróleo, tais choques podem, na verdade, reduzir a inflação subjacente ao enfraquecer a demanda. Ele enfatiza que não há um problema de inflação na economia americana atualmente, apontando para a ausência de pressão inflacionária vinda dos aluguéis e sugerindo que o banco central pode estar "perseguindo uma inflação fantasma".

O diretor também considera prematuro tirar conclusões de um único relatório mensal de emprego, defendendo que o mercado de trabalho se beneficiaria de mais apoio monetário. Miran estima a taxa de juros neutra entre 2,5% e 2,75% e pretende permanecer no Fed até que um sucessor, como Kevin Warsh, seja aprovado pelo Senado. Suas declarações reforçam a visão de que o Fed deve adotar uma abordagem cautelosa e menos restritiva diante do cenário geopolítico e econômico atual.

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