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Justiça dos EUA suspende fundo de US$ 1,77 bilhão proposto por Trump

A juíza Leonie Brinkema bloqueou o fundo de US$ 1,77 bilhão destinado a indenizar pessoas que alegam perseguição política, sob críticas de ser um 'slush fund'.

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Foto: G1 Mundo
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29/05 às 11:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A juíza federal Leonie Brinkema proibiu o Departamento de Justiça de transferir recursos ou processar reivindicações do fundo.
  • O mecanismo, apelidado por críticos de 'slush fund', visa compensar indivíduos que alegam perseguição política na gestão anterior.
  • Parlamentares democratas alertam para riscos de corrupção e favorecimento de aliados políticos do presidente.
  • A decisão judicial atua como uma medida cautelar temporária enquanto o tribunal avalia a constitucionalidade do projeto.
  • O montante total do fundo, que equivale a aproximadamente R$ 9,1 bilhões, está temporariamente indisponível.
  • Acusadores alegam que o fundo poderia recompensar condutas ilícitas dentro da administração pública.
  • O governo Trump tem até o dia 5 de junho para contestar o bloqueio, com audiência decisiva marcada para 12 de junho.

A juíza federal Leonie Brinkema suspendeu a implementação do fundo de US$ 1,77 bilhão proposto pelo governo do presidente Donald Trump. A decisão impede o Departamento de Justiça de prosseguir com qualquer transferência de recursos ou análise de pedidos de compensação para o mecanismo, que visa indenizar cidadãos que alegam ter sofrido perseguição política ou aparelhamento estatal durante a administração de Joe Biden. O fundo, também vinculado a um acordo judicial sobre o vazamento de registros fiscais do presidente, enfrenta forte resistência jurídica e política, sendo classificado por opositores como um 'slush fund' destinado a beneficiar aliados próximos da atual gestão.

Além das preocupações com o favorecimento de figuras políticas, autores da ação judicial argumentam que o montante poderia, na prática, recompensar e incentivar condutas ilícitas dentro da administração pública. O caso destaca um embate crescente entre o Poder Executivo e o Judiciário sobre o uso de verbas discricionárias, especialmente no contexto da agenda de Trump voltada para a reestruturação de órgãos federais e o combate ao que o governo denomina como 'armazenização' de agências governamentais.

O caso permanece como um ponto central de tensão em Washington, com críticos alertando para o risco de favorecimento de figuras como Steve Bannon e Peter Navarro. Enquanto o governo argumenta que a iniciativa é essencial para reparar danos causados pelo uso político do aparato estatal, a Justiça mantém o bloqueio como medida cautelar temporária. O governo Trump tem até 5 de junho para apresentar sua contestação formal, e uma audiência decisiva sobre a manutenção da suspensão foi agendada para o dia 12 de junho, quando o tribunal deverá avaliar os próximos passos do processo.

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