A administração do presidente Donald Trump decidiu abandonar formalmente a criação do chamado 'Fundo Anti-Armamento', um projeto de US$ 1,8 bilhão que visava compensar indivíduos que alegavam perseguição política, incluindo apoiadores envolvidos na invasão do Capitólio em 2021. A iniciativa, que surgiu de um acordo judicial para encerrar disputas tributárias, enfrentou uma oposição crescente que culminou em bloqueios judiciais em Maryland e na Flórida, além de pressões internas do próprio Partido Republicano no Senado, que condicionou o avanço da pauta legislativa do governo à desativação do fundo.
O impasse foi discutido diretamente entre o presidente Trump e o Speaker da Câmara, Mike Johnson, durante negociações sobre pacotes de financiamento para a imigração. Diante do cenário de críticas severas e das ordens restritivas emitidas pelo Judiciário, o Departamento de Justiça confirmou que cumprirá as decisões e não prosseguirá com os pagamentos. O recuo marca uma derrota política significativa para a gestão, que buscava utilizar o fundo para reparar o que classificava como uso político do Departamento de Justiça durante o governo anterior, mas que acabou enfrentando barreiras legais e legislativas intransponíveis.
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