O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou um recuo de 6,3 pontos em maio, interrompendo uma sequência de duas altas consecutivas. O resultado foi influenciado principalmente pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impactou positivamente o componente de Mídia do índice. Apesar da queda pontual, a média móvel trimestral avançou para 114,4 pontos, sinalizando que a percepção de incerteza no mercado brasileiro permanece em patamares elevados. A persistência dessa tendência é sustentada por incertezas fiscais domésticas, incluindo investigações no setor financeiro, e pela volatilidade nos preços internacionais de petróleo e combustíveis. Além disso, o aumento na dispersão das previsões de inflação entre analistas contribuiu para elevar o componente de Expectativas, reforçando a cautela dos agentes econômicos diante dos desafios macroeconômicos atuais.
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