Inflação de alimentos pressiona confiança de consumidores de baixa renda
O Índice de Confiança do Consumidor recuou 0,3 ponto em maio de 2026, interrompendo dois meses de alta devido à piora nas expectativas futuras.
Pontos principais
- O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) atingiu 88,8 pontos em maio, com queda de 0,3 ponto.
- O Índice de Expectativas recuou 1,0 ponto, enquanto o Índice de Situação Atual subiu 0,8 ponto.
- Famílias com renda de até R$ 4.800 apresentaram a maior piora nas expectativas, pressionadas pela inflação de alimentos.
- A avaliação da situação financeira atual das famílias atingiu o maior patamar desde fevereiro de 2020.
- A intenção de compra de bens duráveis apresentou leve alta de 0,5 ponto, apesar da cautela geral.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 0,3 ponto em maio de 2026, fechando em 88,8 pontos e interrompendo uma sequência de dois meses de alta. O resultado foi puxado por uma queda de 1,0 ponto no Índice de Expectativas, enquanto o Índice de Situação Atual avançou 0,8 ponto, atingindo o maior patamar de avaliação financeira das famílias desde fevereiro de 2020. A disparidade reflete a cautela de famílias com renda de até R$ 4.800, que enfrentam o impacto direto da inflação de alimentos no orçamento. Embora o cenário de curto prazo apresente resiliência, com leve alta na intenção de compra de bens duráveis, a vulnerabilidade econômica desse segmento limita o otimismo futuro, contrastando com a percepção de estabilidade do mercado de trabalho e o suporte de programas governamentais.
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