Fundos de investimento no exterior perdem investidores em 2026
Mesmo com a valorização do real, fundos com exposição internacional registram saída de cotistas diante da alta taxa de juros local.
Pontos principais
- Estudo da Comdinheiro aponta a saída de 5,7 mil investidores de fundos estrangeiros desde o fim de dezembro.
- A base de cotistas encolheu em 181 fundos, enquanto apenas 111 registraram crescimento no período.
- Fundos de criptoativos lideraram as perdas devido à desvalorização do Bitcoin.
- A taxa de juros brasileira em 14,50% ao ano atrai investidores para a renda fixa local.
- Há uma migração de investidores de fundos de gestão ativa para ETFs e BDRs de ETFs.
O mercado de fundos de investimento com exposição ao exterior enfrenta um movimento de saída de capital em 2026, mesmo com a valorização do real frente ao dólar. De acordo com dados da Comdinheiro, 5,7 mil investidores deixaram essas carteiras desde o final de dezembro, com 181 fundos registrando redução em sua base de cotistas. O cenário é impulsionado pela atratividade da renda fixa doméstica, que mantém a taxa de juros em 14,50% ao ano, tornando-se um concorrente direto para aplicações de maior risco no mercado internacional. Além da desvalorização de ativos como o Bitcoin, que impactou fundos de criptoativos, observa-se uma mudança no perfil do investidor, que tem migrado de fundos de gestão ativa para opções de custo mais baixo, como ETFs e BDRs de ETFs.
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