O ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Pedro Nascimento, expôs as dificuldades operacionais enfrentadas pela autarquia durante seu mandato. Segundo o ex-gestor, a falta de recursos básicos, como conexão Wi-Fi, ilustra a precariedade estrutural que limitava a atuação do órgão como regulador do mercado de capitais. A escassez orçamentária, que consumia a maior parte dos recursos em despesas fixas, impedia investimentos necessários em tecnologia para acompanhar a evolução do setor financeiro.
Em resposta a esse cenário, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apresentação de um plano emergencial de reestruturação para a entidade. A medida busca garantir que a CVM disponha de verbas suficientes para modernizar sua infraestrutura e exercer suas funções de fiscalização com a eficiência exigida pelo mercado atual, superando as limitações que comprometiam sua capacidade regulatória.
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