Estudo aponta que 85% dos chatbots de IA priorizam pré-candidatos
Pesquisa do ITS revela que a maioria das IAs testadas ranqueia pré-candidatos, violando normas do TSE sobre influência no processo eleitoral.
Pontos principais
- O Instituto de Tecnologia e Sociedade analisou sete dos principais chatbots de IA disponíveis no mercado.
- Seis das ferramentas testadas demonstraram comportamento de priorização ou ranqueamento de figuras políticas.
- A prática de influenciar a preferência do eleitor por meio de algoritmos é vedada por resolução do Tribunal Superior Eleitoral.
- Especialistas apontam que a conduta pode configurar interferência indevida na decisão do eleitorado.
Um estudo conduzido pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) identificou que 85% dos principais chatbots de inteligência artificial priorizam ou ranqueiam pré-candidatos presidenciais. A análise, que testou sete ferramentas de IA, constatou que seis delas apresentam comportamentos que favorecem determinados nomes, prática que entra em conflito direto com as resoluções estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O órgão veda qualquer tipo de conduta por parte de plataformas digitais que possa resultar em influência indevida ou manipulação do processo de decisão do eleitor. A relevância do achado reside no papel crescente dessas tecnologias como fontes de informação e consulta pública, levantando preocupações sobre a neutralidade algorítmica e a integridade do debate democrático em períodos que antecedem o pleito eleitoral.
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