Acionistas da Oncoclínicas contestam valor de OPA na CVM
Investidores minoritários questionam o preço da OPA e acionam órgãos de controle contra a condução do processo pela CVM.
Pontos principais
- A Abraicc contesta o valor de R$ 16 por ação, alegando que o preço justo seria superior.
- Investidores protocolaram denúncias na Corregedoria da CVM e na CGU por suposta inércia e falta de imparcialidade da gerência técnica.
- A diretora Marina Copola declarou impedimento no caso devido a vínculos profissionais anteriores com a companhia e escritórios envolvidos.
- O colegiado da CVM analisa o pedido de avocação do processo enquanto a disputa envolve o fundo Centaurus e mudanças no conselho da empresa.
A disputa em torno da Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Oncoclínicas escalou para uma ofensiva administrativa dos acionistas minoritários, representados pela Abraicc. O grupo contesta o valor de R$ 16 por ação e protocolou reclamações na Corregedoria da CVM e na Controladoria-Geral da União (CGU), acusando a gerência técnica do órgão de falhas processuais e quebra de imparcialidade. Os investidores solicitam que o colegiado da autarquia assuma a condução direta do caso, que também envolve o fundo Centaurus e recentes alterações na governança da companhia. A análise do processo pelo colegiado enfrenta desafios adicionais, como o impedimento da diretora Marina Copola, que se declarou inapta a votar devido a conexões profissionais prévias com a Oncoclínicas e o escritório Yazbek Advogados. O mercado aguarda a decisão final, que deve estabelecer precedentes importantes para a proteção de minoritários em processos de fechamento de capital.
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