Safra recorde de cana no Brasil pressiona preços do açúcar
A alta de 75% na moagem de cana no Centro-Sul derruba os preços do açúcar, enquanto usinas priorizam a produção de etanol para garantir margens.
Pontos principais
- A moagem de cana no Centro-Sul acumula alta de 75% na comparação anual, superando as projeções iniciais do mercado.
- Usinas priorizam a fabricação de etanol devido à maior rentabilidade do biocombustível em relação ao açúcar.
- A expectativa de aumento para 32% na mistura obrigatória de etanol na gasolina deve auxiliar no escoamento do excedente.
- Analistas do Morgan Stanley preveem que o excesso de oferta manterá os preços do açúcar pressionados no curto prazo.
O início da safra 2026/27 no Centro-Sul do Brasil tem sido marcado por um ritmo acelerado, com a moagem de cana registrando um crescimento de 75% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse volume expressivo de matéria-prima tem pressionado as cotações do açúcar no mercado internacional, levando as usinas a ajustarem o mix de produção. Atualmente, o setor tem priorizado a fabricação de etanol, que apresenta margens de lucro mais atrativas e conta com o suporte da paridade favorável frente à gasolina.
A estratégia das usinas visa mitigar os impactos da queda nos preços do açúcar, contando com o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32% como um mecanismo de absorção do excedente. Embora o cenário de curto prazo imponha desafios de rentabilidade para empresas como São Martinho e Adecoagro, especialistas monitoram riscos climáticos do El Niño que podem restringir a oferta global e alterar o equilíbrio do mercado nos próximos meses.
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