O Relatório Convocados de 2025 revela um cenário de contrastes para o futebol brasileiro. Embora o novo contrato de televisão tenha promovido uma divisão mais equilibrada de recursos e as receitas comerciais tenham saltado 36%, a saúde financeira das agremiações ainda enfrenta riscos estruturais. A alta dependência de receitas não recorrentes, como a venda de jogadores, e o peso das apostas esportivas no orçamento preocupam analistas quanto à estabilidade a longo prazo. A criação da Anresf, que monitora a sustentabilidade dos clubes, expôs a fragilidade do setor ao indicar que nove times da Série A não cumpririam os critérios de saúde financeira exigidos. Enquanto isso, o modelo de sócio-torcedor se consolida como o pilar principal das receitas de matchday, superando a bilheteria convencional e sinalizando uma mudança no perfil de arrecadação dos clubes.
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