Panamá nega influência dos EUA em decisões sobre portos e busca China
O presidente José Raúl Mulino afirmou que a gestão de portos é soberana e busca estabilizar relações diplomáticas com Pequim.
Pontos principais
- O presidente José Raúl Mulino negou que pressões dos Estados Unidos tenham afetado decisões sobre portos estratégicos.
- A China sugeriu anteriormente que interferências externas estariam prejudicando os laços bilaterais com o país.
- O governo panamenho trabalha para renovar um acordo marítimo fundamental com Pequim.
- Mulino reforçou que o Panamá mantém uma política externa independente frente à disputa entre Washington e Pequim.
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, rejeitou alegações de que o governo teria sofrido pressões dos Estados Unidos para limitar a influência chinesa em infraestruturas críticas, como os portos próximos ao Canal do Panamá. Segundo Mulino, as decisões sobre a gestão dessas áreas são tomadas de forma soberana, visando exclusivamente o interesse nacional. A declaração ocorre em um momento em que o Panamá busca ativamente estabilizar suas relações diplomáticas com a China, com foco na renovação de um importante acordo marítimo entre as duas nações. A postura do governo panamenho sublinha a tentativa de equilibrar a autonomia diplomática em meio à crescente competição geopolítica entre Washington e Pequim, reafirmando que o país não permitirá que interferências de terceiras partes ditem sua agenda de política externa.
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