Uma investigação detalhada revelou que uma operação encuberta da DEA, realizada durante a administração Trump, teve um papel central na desestabilização do processo de paz colombiano. Ao utilizar informantes e agentes provocadores para incriminar o ex-líder das FARC, Jesús Santrich, em um esquema de tráfico de drogas, a agência americana teria criado uma armadilha que minou a credibilidade do acordo firmado em 2016. O episódio serviu como justificativa para que ex-comandantes guerrilheiros abandonassem o processo, resultando na criação do grupo armado Segunda Marquetalia. Relatórios da ONU e da Comissão da Verdade da Colômbia corroboram que a manobra judicial prejudicou a implementação dos acordos. O governo de Gustavo Petro tem denunciado o caso como um exemplo de ingerência política indevida, argumentando que a retórica de combate ao narcotráfico foi utilizada para exercer pressão política e violar a soberania nacional colombiana.
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