Vinte e sete integrantes de uma dissidência das Farc morreram em confrontos no sudoeste da Colômbia, em uma disputa pelo controle de rotas de tráfico de cocaína.
Um violento confronto entre grupos guerrilheiros rivais, dissidências das extintas Farc, resultou na morte de 27 pessoas no sudoeste da Colômbia. Os embates ocorreram em uma área estratégica da Amazônia colombiana, crucial para a produção e o tráfico de cocaína, e envolveram facções lideradas por Néstor Gregorio Vera, conhecido como Iván Mordisco, e Alexander Díaz Mendoza, o Calarcá Córdoba. Os mortos pertenciam ao grupo de Iván Mordisco, um dos criminosos mais procurados do país.
Esses grupos, que se separaram em 2024 após disputas internas, competem intensamente pelo controle de rotas de tráfico e territórios ilegais. A Colômbia enfrenta um conflito armado interno há mais de seis décadas, perpetuado pelo tráfico de drogas e pela mineração ilegal, o que torna esses confrontos uma manifestação contínua da instabilidade na região. O Exército colombiano enviou tropas para reforçar a segurança, mas não detalhou as circunstâncias exatas das mortes.