A relação entre Colômbia e EUA é uma parceria estratégica no Hemisfério Ocidental, focada em segurança, comércio e combate ao narcotráfico, mas marcada por tensões cíclicas devido à produção de cocaína na Colômbia. Recentemente, a relação deteriorou-se com acusações mútuas entre os presidentes Trump e Petro, sanções dos EUA e o cancelamento do visto de Petro. A captura de Nicolás Maduro pelos EUA e o pedido de extradição de Petro para julgamento em solo colombiano intensificaram as discussões sobre soberania e intervenção, embora diálogos de alto nível busquem estabilizar a comunicação.
A relação entre a Colômbia e os Estados Unidos é uma das parcerias estratégicas mais significativas no Hemisfério Ocidental. Historicamente pautada pela cooperação em segurança, comércio e combate ao narcotráfico, a interação entre as duas nações envolve um diálogo constante sobre o fluxo de entorpecentes para o mercado norte-americano e a estabilidade política na região andina.
Historicamente, os Estados Unidos têm sido o principal parceiro comercial e aliado de segurança da Colômbia. No entanto, a relação enfrenta desafios cíclicos devido à produção de cocaína no território colombiano, que é um dos principais pontos de tensão na agenda bilateral. Com a ascensão de diferentes perfis ideológicos na presidência de ambos os países, o tom diplomático oscila entre a cooperação técnica e a pressão política.
Recentemente, a relação entrou em uma nova fase com a interação entre o presidente colombiano Gustavo Petro e o presidente norte-americano Donald Trump. O governo dos EUA tem enfatizado a necessidade crítica de impedir que a cocaína e outras drogas entrem em seu território, condicionando a harmonia da relação à eficácia das políticas antidrogas colombianas. Apesar das diferenças ideológicas, ambos os governos buscam manter canais de diálogo para tratar de interesses mútuos na América Latina. A relação bilateral, no entanto, deteriorou-se significativamente a partir de 2025, com acusações mútuas e medidas punitivas adotadas pelo governo norte-americano contra Bogotá. Trump acusou Petro de tolerar o avanço do tráfico de cocaína e chegou a se referir a ele como "um homem doente".
Um ponto de atrito recente na diplomacia bilateral envolve o receio colombiano quanto à jurisdição e intervenção dos EUA. O presidente Gustavo Petro chegou a manifestar publicamente o temor de ser alvo de uma captura orquestrada pelos Estados Unidos, traçando um paralelo com a situação do líder venezuelano Nicolás Maduro. Essa preocupação reflete o clima de desconfiança em relação a possíveis ações judiciais ou intervenções americanas em solo sul-americano. Contudo, diálogos diretos de alto nível têm sido utilizados para dissipar esses temores e estabilizar a comunicação entre Bogotá e Washington.
As tensões se aprofundaram com a captura de Nicolás Maduro em Caracas por forças americanas, no início de janeiro de 2026, e sua subsequente detenção em uma prisão de Nova York sob acusações de narcotráfico. Em 27 de janeiro de 2026, Petro solicitou aos Estados Unidos a extradição de Maduro para que ele responda a um julgamento em território colombiano, defendendo que o julgamento ocorra na região, sob jurisdição colombiana. Esta iniciativa ocorre às vésperas da primeira visita oficial de Petro a Washington desde a posse de Donald Trump.