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Moody's alerta para impacto em setores globais com crise em Ormuz

Fechamento do Estreito de Ormuz eleva custos operacionais e ameaça o refinanciamento de dívidas de empresas globais até 2027.

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Foto: Times Brasil
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28/05 às 09:05

Pontos principais

  • Setores químico, aéreo e de construção são os mais vulneráveis à instabilidade na região.
  • Empresas com rating B1 ou inferior enfrentam riscos críticos de refinanciamento entre 2026 e 2027.
  • Indústria química na Ásia-Pacífico sofre com a dependência de nafta, enquanto aéreas lidam com combustíveis caros.
  • Cerca de 70% das empresas não financeiras globais podem ser afetadas negativamente por uma crise prolongada.

Um relatório recente da agência de classificação de risco Moody’s aponta que uma eventual interrupção prolongada no Estreito de Ormuz causaria uma reprecificação severa nos mercados de capitais globais. A análise destaca que setores como o químico, aéreo e de construção seriam os mais atingidos, enfrentando margens de lucro pressionadas pelo aumento dos custos de insumos e combustíveis. A situação é particularmente preocupante para companhias com ratings B1 ou inferiores, que possuem riscos elevados de refinanciamento de dívidas entre 2026 e 2027. Segundo a Moody's, aproximadamente 70% das empresas não financeiras ao redor do mundo poderiam sofrer exposição negativa caso a instabilidade na região persista, evidenciando a fragilidade das cadeias de suprimentos globais diante de tensões geopolíticas que afetam o fluxo de derivados de petróleo.

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