Um relatório recente da agência de classificação de risco Moody’s aponta que uma eventual interrupção prolongada no Estreito de Ormuz causaria uma reprecificação severa nos mercados de capitais globais. A análise destaca que setores como o químico, aéreo e de construção seriam os mais atingidos, enfrentando margens de lucro pressionadas pelo aumento dos custos de insumos e combustíveis. A situação é particularmente preocupante para companhias com ratings B1 ou inferiores, que possuem riscos elevados de refinanciamento de dívidas entre 2026 e 2027. Segundo a Moody's, aproximadamente 70% das empresas não financeiras ao redor do mundo poderiam sofrer exposição negativa caso a instabilidade na região persista, evidenciando a fragilidade das cadeias de suprimentos globais diante de tensões geopolíticas que afetam o fluxo de derivados de petróleo.
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