Cláudio Castro desiste de candidatura ao Senado pelo PL
Após desistência de Castro, Jair Bolsonaro deve definir nos próximos dias o nome do PL que disputará a vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro em 2026.
Pontos principais
- Cláudio Castro comunicou a Valdemar Costa Neto que não será candidato ao Senado em 2026.
- O ex-governador foi declarado inelegível pelo TSE em março de 2025 por abuso de poder nas eleições de 2022.
- Investigações da PF apuram irregularidades em aportes do RioPrevidência no Banco Master e encontros de luxo com o banqueiro Daniel Vorcaro.
- A desistência visa reduzir o desgaste político na pré-campanha do PL e evitar que o caso contamine a narrativa da legenda.
- Jair e Flávio Bolsonaro se reúnem nesta sexta-feira para avaliar uma lista tríplice composta por Carlos Portinho, Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy.
- A expectativa da cúpula do partido é que o martelo sobre o substituto seja batido logo após a reunião entre os Bolsonaro.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, formalizou junto ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a desistência de sua pré-candidatura ao Senado. A decisão ocorre em um cenário de crescente desgaste político, agravado por denúncias da Polícia Federal que apontam encontros de luxo custeados pelo banqueiro Daniel Vorcaro e suspeitas de irregularidades em investimentos do RioPrevidência no Banco Master. A situação jurídica de Castro já era crítica, visto que o ex-governador foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral em março de 2025. A defesa de Castro nega as irregularidades e afirma que prestará os esclarecimentos necessários ao Supremo Tribunal Federal.
Com a vaga aberta, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro devem definir nos próximos dias o nome que representará o partido na disputa. Uma lista tríplice, contendo os nomes dos deputados Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, além do senador Carlos Portinho, será submetida à análise de Bolsonaro nesta sexta-feira. A cúpula do PL busca uma definição rápida para reorganizar sua estratégia eleitoral no Rio de Janeiro, visando blindar a legenda e evitar que o desgaste das investigações comprometa o desempenho da sigla no pleito de 2026.
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