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Remuneração de CDBs cai em 2026 após crise do Banco Master

Ofertas de CDBs recuam e taxas ficam abaixo de 107% do CDI diante de maior cautela bancária e novas exigências regulatórias do CMN.

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Foto: Times Brasil
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27/05 às 19:34

Pontos principais

  • A taxa média de remuneração dos CDBs apresentou queda significativa em abril de 2026.
  • O volume de ofertas para prazos de 6 e 24 meses caiu 40% e 60,2%, respectivamente.
  • Bancos adotaram postura menos agressiva na captação após o caso de insolvência do Banco Master.
  • O CMN estabeleceu novas regras de liquidez para instituições que utilizam a proteção do FGC.
  • Investidores têm migrado para produtos como LCIs e LCAs, que superaram o crescimento dos CDBs em 2025.

O mercado de renda fixa brasileiro registrou uma mudança de comportamento em 2026, com a redução na oferta e na rentabilidade dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs). A maioria das emissões atuais não supera 107% do CDI, um reflexo direto da maior cautela das instituições financeiras após o caso de insolvência do Banco Master, que gerou um rombo de R$ 50 bilhões. Em resposta, o Conselho Monetário Nacional (CMN) implementou novas exigências de liquidez para bancos que dependem da captação via FGC, visando mitigar riscos sistêmicos. Esse cenário tem levado investidores a buscar alternativas como LCIs e LCAs, que ganharam espaço no portfólio dos brasileiros em 2025. A tendência reflete um ajuste de mercado onde a busca por prêmios elevados dá lugar a uma gestão de risco mais rigorosa por parte dos emissores.

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