O mercado de renda fixa brasileiro registrou uma mudança de comportamento em 2026, com a redução na oferta e na rentabilidade dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs). A maioria das emissões atuais não supera 107% do CDI, um reflexo direto da maior cautela das instituições financeiras após o caso de insolvência do Banco Master, que gerou um rombo de R$ 50 bilhões. Em resposta, o Conselho Monetário Nacional (CMN) implementou novas exigências de liquidez para bancos que dependem da captação via FGC, visando mitigar riscos sistêmicos. Esse cenário tem levado investidores a buscar alternativas como LCIs e LCAs, que ganharam espaço no portfólio dos brasileiros em 2025. A tendência reflete um ajuste de mercado onde a busca por prêmios elevados dá lugar a uma gestão de risco mais rigorosa por parte dos emissores.
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